segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Vamos lá, os tais motivos
Bom, amor e viajar para mim é redundância. Uma coisa vem da outra. Quem viaja sem amor, não consegue entender o que o deslocamento consegue fazer com a vida de uma pessoa. E quem ama sem viajar não conhece o amor. Não tem o ditado: se quer saber se ama ou odeia uma pessoa, viaje com ela! Incluindo ai, a arte de se auto suportar nas viagens sozinhas.
Acho que somando minhas vidas passadas já devo ter dado a volta ao mundo, e preciso revisitar. Sinto saudades de lugares que nunca fui, de cheiros que nunca senti, de gente que sei que vou encontrar.
Quem gosta de viajar nos tempos de internet, tem sempre o primeiro momento da busca por informações sobre o destino. Você joga no google e, pelo menos eu, sempre demoro até achar informações realmente úteis. E o que são informações realmente úteis? Na viagem da Bolívia a Joyce simpatizou com um guia que a menina era mais pessoal, sempre é, mas a maioria dos viajantes fingem que não. Foi a escolha pessoal dela, viajar com quase um diário de bordo de outra pessoa. Tem aqueles que preferem: vá ali. Teatro, rua 3, Casa Rosada, tem que ir e outras dicas e mandamentos básicos para os turistas.
Uma amiga na Lapa, aqui no Rio, me falou, não tem como comprarmos os guias do Lonely Planet para viajar, “você já viu o que eles indicam aqui do Rio? Você iria em algum desses lugares?” Realmente… não! Vir ao Rio para ir a um pub que vende cervejas mundiais na Lapa e não conhecer a cachaça de Gengibre é pecado. Mas turista geralmente é assim. Vive da esperança para atrair boas dicas.
E todos sabemos, lugar é pessoal. A cidade é maravilhosa para uns, fedida para outros...
Mas na internet conseguimos achar bons relatos, experiências e todo o tipo de informação, pronto, nasce mais uma!
Bem pessoal, partindo de diários de viagem, papeis colecionados, lembranças das mil fotos.
Logo, os relatos dependem de quem escreve, que fotografa, e o momento de vida, o motivo da viagem, com quem acabou viajando... Tanta coisa...
Lugar, conceito pessoal.
Paisagem.
Espaço.
Ai a geografia.
Como olhamos um espaço e analisamos sua organização, é sua perspectiva. Nosso olhar em viagens, principalmente, está recheado de sentimentos, e logo sacamos o que nos faz arrepiar e chorar. Nem que seja o castelo da Disney.
Resolvi escrever para registrar, compartilhar e parar de prometer as dicas que nunca dou e tentar obrigar meus amigos a escreverem aqui também sobre as viagens que não pude ir.
E além do mais, regra básica: nossa casa é a nossa mente.
* Foto: tirada por mim, a caminho do aeroporto, em um dia que fui renovar o passaporte. Postada no instagram com a legenda: passaporte e cartão de crédito nas mãos. Fica a minha pergunta para mim, um dia? Será? Just go?
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