sábado, 7 de dezembro de 2013

30.08.12 – 1º dia em La Paz


Acordamos cedo, Joyce acordou ainda passando mal.
Chá de coca no café. Café do hostel, chá e um pão específico com a opção geléia ou manteiga. E é isso.
Fizemos ainda a fofura de preparar um pão para cada e levar na bolsa. (Acabamos fazendo isso todos os dias, super certo e feliz)
Conseguimos dar um passeio pelas ruas, ir a praça.
Entramos em uma pizzaria, na praça para tomar um Coca, ver se a Joyce melhorava...
Mas logo ficou muito enjoada e com falta de ar e voltou ao hotel. A tal altitude. Vai entender. Cada um reage de maneira diferente. Eu fiquei ótima. Nesses primeiros momentos, claro. Parecia local, animaaaadaaa.

Coca-cola made in Bolivia. Existe, todo mundo bebe e QUENTE ! Bolivia e gelo é uma combinação que não tem!

Joyce, descansando no hotel e Chaiana na rua na missão.
Então hora de sair a rua e pesquisar tudo para ir para o Uyuni! Missão energética, escolher o melhor passeio por sentimento. Porque de preço são quase todos iguais!

Eu conheci a Igreja de São Francisco, passei por uma manifestação, fui a calle llampu atrás de saco de dormir para o Uyuni. Consegui comprar o saco, e umas luvas e cachecol.
Andei bastante por La Paz sozinha.
Um caos igual a um centro de cidade. Normal.
Sim, eu sou loira, cara de europeia. Todos te olham. É isso.
Em algum momento os papeis tem que ser invertidos.
Nas andanças, encontrei o museu da coca, um monte de lojinhas legais e coisas de frio. Prata, belos e baratos brincos de prata. Mas eu só fiz o mapeamento rápido para voltar depois com a Jou.
Mas sempre desconfio desses lugares só para turistas. Mas ali realmente o Saara de La Paz.
Transito caótico faz a caminhada pela rua ser ainda melhor.
E que lindas são as mulheres bolivianas. Cara de guerreiras. Suas cores. Quanta sabedoria elas devem ter. Ar de mistério.
Detalhe para os dentes do povo boliviano. Muitos dentes de ouro. Poucos dentes de ossos. Saúde dentária precária. Inseriram na cultura deles as alimentações toscas, e nada da pasta de dente e flúor para tirar os ácidos ingeridos.



A noite, Joyce um pouco melhor, saímos para comer.
Tentamos um primeiro restaurante.
Foi meio bizarro. Umas papas fritas beem estranhas. Pagamos 24.50bls no jantar e ficamos ainda com fome.
Atravessamos a rua e fomos num tipo de fast food boliviano. Cheio de pollo, viva o frango! 22 bls o prato.


Primeira tentativa de jantar, lugar fofo, comida ruim.

O bom e tradicional fast-food boliviano.

O fast-food boliviano

A vida sempre faz repensar. Um passo depois do outro. Saímos deixando por nossas frescuras culturais, e pelo tamanho enorme do prato também, muita comida na mesa.
Vimos duas crianças revirando o lixo bem na porta.
Voltamos e pedimos para levar a comida que sobrou.
Oferecemos as crianças assustadas.
Nunca vi crianças tão assustadas com aquela atitude, enfim. O Haiti é sempre, logo ali.


Cochichos com o diário: Chegando no hostel a Joyce disse que não sei flertar. Será?
Realmente não sou tão simpática a ponto de, e ai gato, mas a lógica é tão louca que sempre acho que quem tiver que se aproximar, virá. E ai, não faço nada. Nem a unha, e tem pouco tempo que passei a pentear mais os cabelos. Na juventude sempre levei ao extremo: gostar de mim do jeito que eu sou. Unha feia, despenteada, mas ótima. É não dá tão certo também. Joyce pode ter razão. Infelizmente não desconectamos de onde viemos tão rápido.
Tinha gente no Rio, tinha gente em SP. Coração escangalhado. Envolvimento com gente errada, envolvimento com gente legal, relacionamentos em desequilíbrio e os leves, afastamentos nada espontâneos. Tudo buscando o tal equilíbrio. Tinha muita coisa para desintoxicar ainda. A mente nossa e suas pegadinhas.

A energia que emanamos é a que atraímos. Outro ditado bom e forte para viajantes.


Gastos do dia:

Ligações - 16bls
Almoço Chai - 28bls
Remédio - 9.8 bls
2 luvas e uma toca - 100bls
cachecol - 700 bls
sacos de dormir - 107 $ ou 750bls (os dois)

Gastos da noite:

Janta 1 - 24.50 bls
Janta 2 - 22.00 bls
Cerveja Chai - 18 bls
Cerveja Jou - 18 bls

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