sábado, 7 de dezembro de 2013
Museu de la Coca | La Paz
Tínhamos mais esse dia e a noite passaríamos em um ônibus indo para o Uyuni.
Tiramos o dia para o Museu da Coca.
Lugar nice! Gostei de lá.
Compramos bala de coca, extremamente forte. Boca dormente, bem bizarro. Anestesia de dentista.
Não sei se compro mais, minha boca ficou coçando.
Pergunta, se sou alérgica a Benzocaína, sou a cocaína?
Enfim, tomar cuidado com os anestésicos. E se eu cheirar? Passo mal também? Ai nosso corpo, nossos limites.
Tudo bem simples, precisa ser modernizado.
Mas é legal lá. Você ganha um guia com números e vai percorrendo os números das fotos e instalações e lendo as legendas. Lemos todas. Ficamos alguma horas nesse pequenino museu. Muita informação boa.
Proibido tirar fotos lá, mas tiramos algumas com o telefone. Feio... tão feio... Mas instrutivo, vai.
Joyce:
Ir no museu da coca foi ótimo (inclusive ele é no meio das ruas de comprinhas e você tem que atravessar mil lojas pra chegar lá, porque eles são malandros). Aprendi muitas coisas no museu, pena que esqueci 80%. O principal é:
1. a coca é/já foi usada pra mil coisas, inclusive como anestésico, e chá de coca faz bem pra mil coisas no seu corpo
2. refinar coca é um processo longo e você precisa de muita, mas muita folha de coca pra chegar na cocaína
3. existia um vinho com cocaína que fez um alto sucesso nas elites do mundo, tem vários jornais e posters (inclusive franceses, desses que a gente pode comprar em Montmartre), citando pessoas que elogiam o tal vinho ou então lindas propagandas antigas dizendo que tinha cocaína dentro do vinho...
4. a cocaína ja esteve presente em mil coisas, inclusive Coca-Cola e remédio pra dor de dente. Não podia tirar fotos dentro do museu, mas bom....
Estamos com dúvidas sobra a volta do Uyuni. Se voltamos para La Paz e pegamos outro ônibus para Cusco. Joyce está pesquisando avião La Paz – Cusco. De ônibus, vamos demorar 24h. Atravessando para o norte, para depois descer parando pelo Titicaca.
Cochichos com o diário: terceiro dia de viagem, ando irritada e nervosa. Preciso me acalmar, mas sempre parece difícil. Coisas pesadas, necessidade diária de argumentar cada passo. A noite, fomos para a estação de ônibus. Vontade de ficar sozinha. Escrever, acalmar, pensar. Que lindas e complicadas são as pessoas.
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